terça-feira, 9 de junho de 2015

AMOR NO CORAÇÃO


Um mestre muito sábio foi chamado a explicar por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?

Ele simplesmente sorriu e contou uma história. Era uma vez um sujeito que viveu em harmonia e em paz toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo falou que iria direto para o céu, direto para o paraíso. Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá.

Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepção não funcionava muito bem. O anjo que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe mostrou o caminho do inferno. E no inferno, você sabe como é... Ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou lá e foi ficando.

Alguns dias depois, Lúcifer chegou furioso às portas do paraíso para tomar satisfações com São Pedro:
- Você me aprontou uma! Nunca imaginei que fosse capaz de uma baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo! Sem saber o motivo de tanta raiva, São Pedro perguntou, surpreso, do que se tratava. Lúcifer, transtornado, desabafou:

- Você mandou um sujeito para o inferno e ele está fazendo a maior bagunça lá. Estragando o ambiente. Ele chegou cumprimentando, escutando as pessoas, olhando nos olhos, conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando... o inferno está insuportável, virou um verdadeiro paraíso! E fez um apelo:

- Pedro, por favor, tira rápido aquele sujeito de lá!

Traga de volta para cá rápido!

Quando o mestre terminou de contar esta história, olhou e disse: - O segredo, meu filho, é viver com amor no coração... não ficar atirando pedras em todo mundo. Assim se, por engano, você for parar no inferno, o próprio demônio lhe trará de volta ao paraíso!

Ou seja, coloque as pedras que você tem na mão no chão e calma, tá?

Autor Desconhecido

PERCEPÇÃO E ATITUDE


O que é difícil? O que é fácil? É apenas uma questão de percepção e atitude.

Seja qual for o trabalho a ser feito ou a tarefa a ser realizada, encare-os como um compromisso com a excelência. Em geral, isso só requer um esforço um pouco maior do que você normalmente faria.

Quando você está apenas fazendo um trabalho, este pode ser tedioso e difícil. No entanto, quando você o faz com excelência, mesmo que o esforço seja maior, ele não parece tão difícil. De fato, o que com freqüência torna o trabalho difícil é a relutância em fazê-lo.

Quando você encara seu trabalho como uma oportunidade de alcançar a excelência, ele se torna mais do que apenas um trabalho. Seja qual for a tarefa, ela é uma oportunidade para você se expressar e dar o seu melhor.

O fato é que existe trabalho a ser feito. E você tem uma escolha: pode encará-lo como uma irritação, e atormentar-se enquanto o faz, ou enxergá-lo como uma oportunidade de alcançar a excelência e sentir a satisfação de ter criado algo valioso.


Autor Desconhecido

VALORIZE-SE E CRESÇA


As coisas que você valoriza são as coisas que se tornam importantes em sua vida. Você dá valor, você cria valor com sua atenção, seus esforços, seu comprometimento.

Dê valor ao seu trabalho e ele se tornará mais valioso. Dê valor à sua casa e ela se tornará mais valiosa.

Dê valor à sua vida, à sua família, à sua fé, ao seu corpo e à sua mente – e todos eles se tornarão mais valiosos.

Dê valor às suas idéias e elas se tornarão mais valiosas. Dê valor ao seu tempo e ele se tornará mais valioso. Dê valor ao seu dinheiro e ele se tornará mais valioso.

O valor das coisas não é determinado por uma etiqueta de preço. O valor de qualquer coisa é o valor que você dá a ela. Para o que você dá valor?

O que você deseja que cresça e se torne abundante em sua vida? 

Entregue-se às coisas que você valoriza e elas certamente florescerão.

Autor Desconhecido

PAZ (DALAI LAMA)



Eu acredito que para enfrentar os desafios dos nossos tempos, os seres humanos terão que desenvolver um maior senso de responsabilidade universal. Cada um de nós deve aprender a trabalhar não apenas para si, a própria família ou nação, mas para o benefício de toda a humanidade. A responsabilidade universal é a chave para a sobrevivência humana. É a melhor base para a paz no mundo.

Responsabilidade não reside apenas com os líderes de nossos países ou com aqueles que tenham sido nomeados ou eleitos para fazer um trabalho específico. Encontra-se com cada um de nós individualmente. Paz, por exemplo, começa dentro de cada um de nós. Quando temos a paz interior, podemos estar em paz com aqueles que nos rodeiam.

Paz, no sentido de ausência de guerra, é de pouco valor para alguém que está morrendo de fome ou frio. Não vai eliminar a dor da tortura infligida a um prisioneiro de consciência. Não confortará aqueles que perderam seus entes queridos em inundações causadas pelo desflorestamento despropositado num país vizinho. A paz pode durar apenas onde os direitos humanos sejam respeitados, onde as pessoas são alimentadas e onde os indivíduos e as nações são livres.

A verdadeira paz consigo mesmo e com o mundo que nos cerca só poderá ser alcançado através do desenvolvimento de paz mental. Os outros fenômenos descritos acima são interligados de modo similar. Assim, por exemplo, vemos que um ambiente limpo, a riqueza ou a democracia pouco significam em face da guerra, especialmente a guerra nuclear, e que o desenvolvimento material não é suficiente para garantir a felicidade humana.

O progresso material é naturalmente importante para o avanço humano.

No Tibete, nós pagamos muito pouca atenção ao desenvolvimento tecnológico e econômico, e hoje percebemos que este foi um erro. Ao mesmo tempo, o desenvolvimento material sem o desenvolvimento espiritual pode também causar sérios problemas. Em alguns países também muita atenção é dada às coisas externas e muito pouca importância é dada ao desenvolvimento interior.

Acredito que ambos são importantes e devem ser desenvolvidos lado a lado, de modo a conseguir um bom equilíbrio entre eles. Os tibetanos são sempre descritos pelos visitantes estrangeiros como um povo feliz e jovial. Isso faz parte do nosso caráter nacional, formado por culturais e valores religiosos que importância o esforço de paz mental através da geração de amor e bondade para com todos os seres que vivem, tanto humanos como animais.

A paz interior é a chave: se você tem paz interior, os problemas externos não afetarão o seu sentido profundo de paz e tranqüilidade. Nesse estado de espírito que você pode lidar com as situações com calma e razão, mantendo a sua felicidade interior. Isto é muito importante. Sem essa paz interior, não importa o quão confortável é materialmente sua vida, você ainda pode ser aborrecido, preocupado ou infeliz devido às circunstâncias. "

Sua Santidade o Dalai Lama
O discurso do Nobel, 11 de dezembro de 1989

http://www.tenmillionclicksforpeace.org/index.php/pt/inspirational-...

A IMPERMANÊNCIA


Texto sobre Sabedoria Budista

Tudo em nossas vidas, posses, riquezas, relacionamentos, é temporário e está em constante mutação. Nosso corpo, nossa fala, mente e ambiente mudam minuto a minuto, segundo a segundo. No tempo em que uma agulha leva para perfurar sessenta pétalas de flor empilhadas uma sobre a outra, nada no universo permanece igual. O nosso pior inimigo pode um dia vir a ser o nosso melhor amigo. Casais hoje tão apaixonados que mal podem ficar separados por uma hora, depois de alguns anos poderão vir a sentir repulsa só de ver um ao outro. Não há nada que não oscile, decaia ou se transforme.
   
A vida é imprevisível, nossos processos mentais, instáveis. Nossos humores são susceptíveis às condições externas. Em uma manhã acordamos contentes e tudo parece estar perfeito. Todo movimento envolve mudança. Cada frase que falamos, ao terminar, dá lugar à próxima. Cada pensamento ou emoção desaparece e dá lugar a outro. Isso acontece com tudo, em toda parte.
   
Simplesmente não estamos sintonizados com este processo. Presumimos que alguma coisa vai durar até que, de repente, notamos que envelheceu. No mesmo momento em que uma casa é construída já começa a se deteriorar; em cem anos ou menos, estará lamentavelmente danificada. Apesar de devotarmos nossa vida e satisfazer nossas necessidades e ânsias, qualquer felicidade que encontremos será fugaz. Fazemos planos baseados em coisas que constantemente nos escapam pelos dedos.
Quando menos esperamos, elas serão memórias distantes. Quantas vezes fomos felizes? Quantas vezes ficamos tristes? Alegria e tristeza vêm e vão o tempo todo. Nenhuma delas dura muito. Cada emoção e cada paixão surge momentaneamente e desaparece como um desenho traçado com o dedo na água.
    
Precisamos perceber que não temos liberdade nem controle. Não podemos escolher quanto tempo iremos viver ou como iremos morrer. Não queremos envelhecer, ainda assim envelhecemos. Não queremos adoecer, ainda assim adoecemos. Não queremos morrer, ainda assim a morte é inevitável, ela pode vir a qualquer momento, quer sejamos jovens, velhos, saudáveis ou enfermos; isso é irrelevante.
Por mais maravilhosas que possam ser nossa família, nossa carreira ou nossas posses, não levaremos nenhuma delas para além do umbral da morte. E no dia seguinte à nossa morte, nossos entes queridos não vão querer nosso cadáver em casa.
   
Se entendêssemos que os objetos aos quais nos apegamos são como miragens ou bolhas, o nosso apego enfraqueceria. Se soubéssemos que todo relacionamento é frágil e propenso a mudança, perceberíamos que não há tempo para conflitos. Se compreendêssemos verdadeiramente que podemos não ter mais um dia sequer, pelo menos não destruiríamos as nossas oportunidades e as dos outros de desfrutar dessa vida enquanto a temos. Quando sabemos que cada momento pode ser o último, teremos a perspectiva correta.
  
Algumas pessoas acham que a ideia de impermanência é deprimente, mas ela é realmente a verdade da nossa experiência. Da mesma maneira que o fogo é quente e a água molhada, a impermanência é apenas o que é; ela não é boa nem má. Aceitá-la cura o pensamento mágico de que podemos protelar o processo inexorável da mudança, e nos dá uma capacidade maior de aceitação e mais alegria.
  

Chagdud Tulku Rinpoche, Mestre Tibetano

A FUNÇÃO DO AMOR E DA COMPAIXÃO


                                                   Dalai Lama
Gostaria de explicar qual é a importância do amor e da compaixão. É importante saber o que é compaixão, algumas vezes pensamos que é pena, mas isso não é compaixão. Compaixão é o senso de preocupação, mas mais do que isso, é a noção clara de que todos os seres têm exatamente o mesmo direito à felicidade. Essa compreensão é que nos traz a compaixão.

Também um outro aspecto que costuma ser confundido com compaixão é a sensação de proximidade, de ligação que temos com amigos e parentes. Mas isso não é compaixão verdadeira, porque esse sentimento está ligado ao apego.

Muitas vezes, nosso senso de preocupação com o outro depende da atitude que ele adota. Se a pessoa age de forma negativa, nosso senso de compaixão desaparece. Mas um senso de compaixão verdadeiro é o que nos leva a ver o outro como tendo exatamente o mesmo direito que eu à felicidade. A compaixão que se assenta no apego não se sustenta. A que se baseia na compreensão da igualdade de todos os seres é desprovida de apego, e é verdadeira.

Qual é o benefício da compaixão? Ela nos traz força interior. Geralmente, temos um senso de "eu, eu, eu". E nossa mente centra tudo em nós mesmos. Então, todas as experiências negativas, mesmo pequenas, se tornam muito dolorosas, enormes. Mas quando pensamos nos outros, nossa mente se amplia, e os nossos pequenos problemas se tornam realmente pequenos, e as coisas negativas não prejudicam nossa mente.

Alguns, quando experimentam tragédias que são involuntárias, se sentem enterrados em uma montanha de sofrimento. Mas, por outro lado, quando se pensa voluntariamente nos problemas dos outros, se procura alivia-los de seus sofrimentos, essa atitude voluntária traz uma abertura para o ser. Dessa maneira, mesmo em meio a problemas pessoais, isso traz uma base de clareza, e a pessoa será capaz de se sustentar.

COMPAIXÃO E BEM-ESTAR — Quando se pensa em compaixão por outras pessoas, alguns perguntam se isso não seria sinônimo de auto-sacrifício. Não, não é. Porque não se deve ser negligente em relação a si mesmo. E, baseado na minha própria experiência, acredito que se deve ser compassivo em benefício próprio.

Um exemplo: uma vida feliz precisa de amigos, apoio. Há amigos do dinheiro, amigos do poder, mas para esses indivíduos, se o dinheiro acaba ou o poder se vai, a amizade também acaba. Mas os amigos verdadeiros ficam.

Então, como criar amigos verdadeiros? Se você tiver um sentimento de compaixão, terá mais amigos verdadeiros. Mostre sentimentos gentis e sorria, e terá bons amigos. Porque essa atmosfera pacífica será a sua base, que irá criar as condições para a amizade.

A prática de compaixão também é imensamente benéfica para a saúde. De acordo com a medicina, os que tem mais compaixão, são mais interessados pelos outros, geralmente são mais saudáveis quando comparados com pessoas egoístas. Os egoístas sofrem mais freqüentemente de enfartes e outras doenças.

A mente mais egoísta, mais voltada para si mesma é muito ruim para a saúde. A mente mais compassiva, mais voltada para o próximo traz mais tranqüilidade, resultando por isso em saúde muito melhor.

Vejamos a sociedade atual, em que a criminalidade está crescendo, ligada à problemas econômicos e sociais, como a diferença entre ricos e pobres (inclusive entre países ricos e pobres). No nosso sistema educacional, muita atenção é dada ao desenvolvimento do intelecto, e menor atenção é dada ao coração, aos sentimentos. Pois isso é considerado tarefa da religião. E assim as crianças não recebem nenhuma orientação sobre como serem mais compassivas, e desenvolver um coração mais generoso. Mas a compaixão é tão importante para a sociedade que é incentivada por todas as religiões.

AS RELIGIÕES E A COMPAIXÃO — Por causa das diferenças filosóficas entre as grandes religiões existem diferentes técnicas para desenvolver a compaixão e algumas diferenças da definição do que seja. Mas basicamente todas elas falam da necessidade de se cultivar a compaixão.

Portanto, sinto que mesmo neste século, as maiores tradições religiosas têm um papel importante no desenvolvimento dessas qualidades. Vejo aqui pessoas de diferentes tradições religiosas, o que me faz sentir feliz, porque a tolerância religiosa é muito importante. E acredito que, independente de diferentes tradições religiosas, todos temos o potencial de ajudar a humanidade.

Vim do Oriente e sou um monge budista, assim, naturalmente, quando falo desses valores e do treinamento da mente, o faço da minha perspectiva de monge budista. Mas é claro que não quero influenciá-los. Vocês devem manter suas tradições religiosas, mudar de religião não é bom, pode gerar mais confusão do que benefício. Portanto, mantenham e sigam sua fé.

Cada uma das grandes religiões tem coisas únicas, mas também há muita coisa em comum entre elas. Assim, é sábio usar técnicas úteis de outras religiões, mesmo sem mudar de religião. Até para aplicá-las na própria religião. Com isso, as tradições religiosas diferentes desenvolvem respeito mútuo e compreensão. Isso é fundamental.

A compaixão e a bondade são indispensáveis. Sem esses valores não há felicidade. Mas muitos crêem que a prática de valores como a compaixão, o perdão e o amor são relevantes apenas para os que praticam uma religião. Isso não é verdadeiro. Podemos ver que no passado e presente existiram pessoas que mesmo sem nenhuma fé religiosa tinham esse sentimento de cometimento, de responsabilidade, de compaixão pelo próximo. Essas pessoas se tornaram mais felizes, mais úteis, mais benéficas para a sociedade.

A UNIVERSALIDADE DA COMPAIXÃO — Podemos questionar se o valor da compaixão, de um coração compassivo é universal. Eu acredito que todos os seres humanos têm o mesmo potencial. Basicamente, o ser humano é voltado para a vida e comunidade. Assim, a semente da compaixão está lá, a semente do trabalho em conjunto está lá. É da natureza humana trabalhar em conjunto. O individualista não pode sobreviver.

As abelhas também são animais sociais. Não há polícia, não há um estado, no entanto trabalham em conjunto. Uma abelha não pode ser individualista. Mas, diferentemente dos outros animais sociais, o ser humano tem a capacidade de se votar ao altruísmo ilimitado. Temos a semente da compaixão dentro de nós. Todos nós.

Quando vemos os benefícios de uma mente compassiva, e o mal de uma mente não compassiva, é fácil ver a diferença. Então, voluntariamente iremos analisar cada vez mais, mudar cada vez mais a nossa atitude. E assim, dia após dia, mudamos.

O treinamento da mente não pode ser imposto a ninguém. É preciso que nós mesmos vejamos os benefícios. Pense sobre o que o ódio traz para sua vida, para sua saúde, para as pessoas que estão à sua volta. Pense sobre a compaixão e o que traz. E assim, teremos o ímpeto de cultivar certos valores, e rejeitar outros.

Dessa maneira crescemos a cada dia, mas se não fazemos nada para reduzir nosso ódio e cultivar a compaixão tudo ficará como está, a semente nunca irá germinar.

Normalmente nossos problemas nascem de percebermos apenas o nível das aparências, e não a realidade. Ficamos no nível das aparências, e com base nelas fazemos o nosso julgamento. Também nos concentramos na felicidade de curto prazo, e não na de longo prazo.

O seminário foi realizado em Curitiba, no teatro Ópera de Arame, nos dias 5 e 6 de abril de 1999.

Tradução do tibetano para o inglês do monge LHAKDOR.
Tradução do inglês para o português de MANOEL VIDAL.


http://www.humaniversidade.com.br

ABRAÇAR O NOVO


A lagosta vive tranquilamente no fundo do mar, protegida pela sua couraça dura e resistente.

Mas, dentro da couraça, a lagosta continua a crescer.

 Ao final de um ano, a sua casa ficou pequena e ela tem de enfrentar um grande dilema: ou permanece dentro da couraça e morre sufocada ou se arrisca sair de lá, abandonando-a, até que seu organismo crie uma nova couraça de proteção, de tamanho maior que lhe servirá de couraça por mais um ano.

Vagando no mar sem a carapaça, a lagosta fica vulnerável aos muitos predadores que se alimentam dela. Mesmo assim, ela sempre prefere sair. Dentro da couraça que se transformou em prisão, ela não tem nenhuma chance. Fora, sim.

Muitas vezes, ao longo da vida nós ficamos prisioneiros das couraças que são os nossos hábitos repetitivos, os condicionamentos alienantes, as situações as quais nos acomodamos, mas que exauridas e desgastadas nada mais têm para nos oferecer.

E acabamos por falta de coragem de mudar, nos acostumando ao tédio de uma vida monótona que, fatalmente, como a velha couraça da lagosta, acabará  por nos sufocar.
 Façamos como a lagosta: troquemos a velha e apertada couraça por uma nova. Mesmo sabendo que, por algum tempo, estaremos desprotegidos ao enfrentarmos uma nova situação.

LARGAR O VELHO E ABRAÇAR O NOVO É, MUITAS
VEZES, A ÚNICA POSSIBILIDADE DE SOBREVIVER.


Desconheço o autor