domingo, 28 de julho de 2013

DESCASQUE A CEBOLA




O ser do homem é muito simples, mas a sua personalidade é muito complexa. A personalidade é como uma cebola — existem muitas camadas de condicionamento, corrupção, e ocultas por trás dessas muitas camadas está o simples ser do homem. Ele está por trás de tantos filtros que você não pode vê-lo — e oculto por trás desses muitos filtros você não pode ver o mundo também, porque tudo o que atinge você é corrompido pelos filtros antes de atingi-lo.

Nada nunca atinge você como é; você continua deixando de sentir. Há muitos intérpretes no caminho. Você vê alguma coisa — primeiro os seus olhos e os seus sentidos o falseiam. Então a sua ideologia, a sua religião, a sua sociedade, a sua igreja — eles falseiam tudo. Então as suas emoções — elas falseiam também. E assim por diante, o tempo todo... No momento em que a informação chega até você ela não é mais quase nada do original, ou tão pouca que não faz diferença. Você só percebe alguma coisa se os seus filtros permitirem, e os filtros não permitem muito.

Os cientistas concordam; os cientistas afirmam que vemos apenas dois por cento da realidade — apenas dois por cento! Noventa e oito por cento da realidade se perdem. Quando você está me ouvindo, ouve apenas dois por cento do que foi dito. Noventa e oito por cento se perdem, e quando os noventa e oito por cento se perdem, aqueles dois por cento ficam fora de contexto. É como se você pegasse duas páginas de um romance ao acaso, uma daqui, outra dali, e então começasse a reconstruir rodo o romance a partir dessas duas páginas. Noventa e oito páginas ficam de fora! Você não faz ideia do que elas continham; você nem mesmo sabe que elas existiam. Você tem apenas duas páginas e reconstrói toda a novela de novo. Essa reconstrução é uma invenção sua. Não é uma descoberta da verdade, é a sua imaginação.

E há uma necessidade interior de preencher as lacunas. Sempre que você vê que duas coisas não têm relação entre si, a mente sente uma pressão interior para relacioná-las; do contrário ela se sente muito intranquila. Então você inventa uma ligação. Você conserta as informações desconexas com elos, você as une com uma ligação e inventa um mundo que não existe.

George Gurdjieff costumava chamar esses filtros de "amortecedores". Eles o protegem da realidade. Eles protegem as suas mentiras, eles protegem os seus sonhos, eles protegem as suas projeções. Eles não permitem que você entre em contato com a realidade porque o próprio contato seria esmagador, chocante. O homem vive por meio de mentiras.

Conta-se que Friedrich Nietzsche teria dito: "Por favor, não tirem as mentiras da humanidade, ou então o homem não será capaz de viver. O homem vive por meio de mentiras. Não acabem com as ficções, não destruam os mitos. Não digam a verdade porque o homem não pode viver com a verdade." E ele está certo quanto a noventa e nove vírgula nove por cento das pessoas — mas que tipo de vida pode existir por meio de mentiras? Essa seria uma grande mentira em si mesma. E que tipo de felicidade é possível por meio de mentiras? Não há possibilidade; dai que a humanidade vive em sofrimento. Com a verdade há alegria; com as mentiras há apenas sofrimento e nada mais. Mas nós continuamos protegendo essas mentiras.

Essas mentiras são agradáveis, mas elas o mantêm protegido contra a felicidade, contra a verdade, contra a existência.

O homem é exatamente como uma cebola. E a arte consiste de como descascar e chegar ao seu centro mais profundo.

Osho, em "Intuição: O Saber Além da Lógica"

MENTE SIMPLES




A única mente que pode enxergar a vida de maneira transformada é a simples. O dicionário define simples como "tendo ou sendo composto por apenas uma parte". A percepção consciente pode absorver uma multiplicidade de coisas, da mesma forma como o olho consegue captar muitos detalhes ao mesmo tempo. Mas em si mesma a percepção consciente é uma coisa só. Ela permanece inalterada, sem acréscimos ou modificações. A percepção consciente é completamente simples; não temos de acrescentar nada, nem de modificá-la. É despretensiosa e isenta de arrogância. Não pode evitar de ser assim, a percepção consciente não é uma coisa, para ser afetada por isto ou aquilo. Quando vivemos a partir da pura percepção consciente, não somos afetados por nosso passado, nem pelo presente, nem pelo futuro. Uma vez que a percepção consciente nada tem que possa servir-lhe de fingimento, é humilde. É modesta. Simples.

 

Fonte: "Nada Especial" de Charlotte Joko Beck

POR QUE O HOMEM SOFRE?





O homem sofre por causa de seu desejo ardente, desejo de possuir aquilo que não pode ser possuído e desejo de manter as coisas que são essencialmente transitórias para sempre consigo.

E a mais importante dessas coisas é seu próprio ego, sua própria persona.

Mas todas as coisas são transitórias.

Exceto pela mudança em si, tudo muda.

Na verdade, nada é porque tudo é somente um processo, então assim que alguém tenta possuir qualquer coisa, ela escorrega e se vai.

O possuidor em si está escorregando e indo constantemente!

Então há frustração, e então há sofrimento. Conheça isto bem, entenda isto bem e não haverá sofrimento porque então você levantou a raiz.

Osho, em "Uma Xícara de Chá"

ENTENDENDO UM POUCO MAIS





Vigiar não é desconfiar. É acender a própria luz, ajudando os que se encontram nas sombras.

Defender não é gritar. É prestar mais intenso serviço às causas e às pessoas.
...
Ajudar não é impor. É amparar, substancialmente, sem pruridos de personalismo, para que o beneficiado cresça, se ilumine e seja feliz por si mesmo.

Ensinar não é ferir. É orientar o próximo, amorosamente, para o reino da compreensão e da paz.

Renovar não é destruir. É respeitar os fundamentos, restaurando as obras para o bem geral.

Esclarecer não é discutir. É auxiliar, através do espírito de serviço e da boa-vontade, o entendimento daquele que ignora.

Amar não é desejar. É compreender sempre, dar de si mesmo, renunciar ao próprios caprichos e sacrificar-se para que a luz divina do verdadeiro amor resplandeça.

André Luiz

 

VENCENDO AS CRÍTICAS



Não dá para evitar receber críticas, não é?
Até porque nem sempre agradaremos às pessoas, mesmo fazendo tudo certo. Aliás, agradar todo mundo é uma tarefa impossível, afinal, somos diferentes e pensamos distintamente uns dos outros. Somos mobilizados por valores diversos e enfrentamos momentos diferentes de vida.
Percebo que as pessoas costumam se conectar e gostar de quem sentem simpatia ou encontram semelhanças... Mas e quando alguém não está muito simpático ou acessível?
Nesse e em muitos casos não adianta você ser legal, mostrar coisas bonitas, nem tentar fazer tudo o que o outro quer, porque não vai agradar. A pessoa não está agradável...

Talvez você não tenha se ligado nesses detalhes, mas é assim que as coisas funcionam. Agradamos a quem está na nossa vibração, a quem encontra ressonância naquilo que falamos, pensamos, escolhemos. Porém, a maioria de nós é carente e deseja agradar a qualquer custo, e, então, quando recebe uma crítica, seja ela construtiva (como um comentário amoroso de alguém que quer o melhor) ou uma crítica destrutiva mesmo, desaba.
Mas por que levamos tão a sério o que os outros pensam?
Por que supervalorizar a opinião alheia?
Uma hora ou outra, devemos parar e nos fazer essas perguntas, principalmente, quando ficamos abalados por algum descompasso do caminho.
É uma atitude muito saudável questionar nosso comportamento.
Por que sentimos assim?
O que estamos esperando dessa amizade ou deste relacionamento?

Quando nos fazemos perguntas, abrimos a mente para ver as coisas de um outro ângulo, o que é ótimo. Pois esse tipo de atitude nos fortalece.
Adilson chegou até a mim em busca de auxílio, pois se sentia completamente inseguro, tanto na vida pessoal, quanto profissional. Tinha medo do que as pessoas pensavam, e isso estava virando uma verdadeira mania de perseguição. Tentava usar roupas sóbrias para não errar, não comentava com os colegas as coisas que fazia no final de semana, tudo para preservar sua intimidade. Mas preservar do quê?
Vivia sozinho e estava profundamente insatisfeito com sua vida. Pensou em encontrar explicações em vidas passadas para seu medo do julgamento, justamente porque se sentia preso, limitado e sem coragem de mudar, ainda que soubesse ser necessário.

Nas sessões, vimos vidas em que ele foi prisioneiro de revolucionários e acabou sendo morto porque imaginaram que ele tivesse acesso a informações que ele não revelou. Em outra vida, foi um juiz que se achava superior aos demais, era arrogante, pois tinha vindo de uma criação diferenciada e realmente se sentia superior.
Quando fomos conversar, apesar de respeitoso e desejoso de ouvir o que eu tinha a dizer, mostrou-se muito resistente. Tinha explicações para tudo e se colocou o tempo todo na retranca, não queria se expor até comigo na terapia...
Vendo sua resistência, perguntei por que ele tinha tanta dificuldade em aceitar as diferenças e, abertamente, abordei um assunto que não deveria mais ser um tabu em sua vida. Perguntei se ainda tinha problemas em aceitar sua homossexualidade.

Ele ficou pálido e por trás do seu terno bem cortado e visual impecável, percebi o desconforto, mas não recuei, sabia que ele precisava falar do assunto. E foi o que aconteceu. Ele me contou uma triste história familiar, envolvendo abuso emocional. Falou da tristeza que sentia por ter perdido o pai cedo e do seu mergulho nos estudos em busca de um caminho melhor.
Ele era um bom rapaz, cheio de boas intenções, mas sem autoestima.
Expliquei que seria bom fazer uma terapia, conversar com um psicólogo e se abrir, porque precisamos amadurecer. Determinadas atitudes podem se transformar ao longo de nossa vida. Quando a gente se ama mais, consegue receber críticas.
É preciso muito amor-próprio para lidar com situações e pessoas que não dominamos e de fato não vamos mandar no mundo... Cada um é de um jeito. E da mesma forma que queremos ser respeitados, precisamos respeitar as pessoas à nossa volta e seu jeito de viver.

A convivência na sociedade, no trabalho, na família, não é perfeita, porque as pessoas não são perfeitas e justamente por isso temos que desenvolver uma força interior e não levar as críticas tão a sério.
Precisamos de bom senso, de amor e de equilíbrio para discernir aquilo que carregamos para dentro de nós e usamos para aprender algo novo, crescer, mudar. Precisamos também de muita luz espiritual, orações, meditação etc., para entendermos o que definitivamente precisamos descartar.
Nem tudo temos que carregar conosco e se a gente não se amar e não aprender a colocar limites internos, em saber o que guardar ou não, dentro de nós, vamos sobrecarregar a alma.
Assim, amigo leitor, sugiro que antes de guardar aquilo que você ouve e recebe do mundo, pense se vale a pena.
Nos relacionamentos, precisamos ouvir os outros e ter muita consideração, mas sem amor-próprio também não sabemos amar o outro. Sabemos apenas demonstrar carências.
Vamos na luz!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

SER FELIZ - AUGUSTO CURY



SORRIA E O MUNDO A SUA VOLTA FICARÁ MAIS FELIZ.

Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.
Ser feliz não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si e ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz, é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um “não”.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
É beijar os filhos, curtir os pais!
É ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar: “Eu errei”.
É ter ousadia para dizer: “Me perdoe!”
É ter sensibilidade para expressar: “Eu preciso de você”.
É ter capacidade de dizer “Eu te amo”.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo. Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida. E descobrirá que...
Ser feliz não é ter uma vida perfeita.
Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as perdas para refinar a paciência.
Usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

A NOVA TERRA



Estamos vivendo o grande desafio da lição do desapego. A nossa percepção da vida precisa mudar. Fomos conduzidos pelas infinitas possibilidades, sempre limitadas a uma forma de vivência. Nossos 5 sentidos. Os canais que sempre nos trouxeram a dualidade e a dicotomia dos acontecimentos.

O foco agora é outro. A revelação do nosso caminhar sobre o planeta finalmente chegou! Tentar olhar com os olhos de outrora só nos trará dúvidas, angústia, sofrimento. Passemos do pensamento à ação. Somos totalmente responsáveis por nossas escolhas e a Humanidade está sendo chamada para escolher. Em que planeta Terra queremos viver? Cabe a cada pessoa educar as crianças que lhe rodeiam o sentido do amor e respeito pelo “lar planetário” que escolhemos viver. Não somos donos de nada aqui. Estamos momentaneamente usufruindo do empréstimo generoso desse lugar

O desejo de viver uma qualidade de vida melhor de cada humano fará com que o planeta siga o seu destino próspero. Cabe a cada um a resposta positiva da certeza de uma vida baseada em outros parâmetros de convivência e respeito. Somos co-criadores da realidade e, portanto, responsáveis por todas as escolhas. Fomos acelerados no processo de autoconhecimento e depuração de nossas lembranças difíceis dessa vida e de outras. Temos vivido intensas tristezas, ódios, revoltas, desconfortos etc. A faxina interna está difícil, mas se faz necessária. Estamos quebrando paradigmas e para isso é preciso calma. Muitos têm se sentido sozinhos e desamparados e com pouca esperança nos acontecimentos futuros.

A travessia desse rio de nós mesmos é dolorosa, mas o que nos espera do outro lado, na outra margem, é a paz e também o alento de ter conseguido. Esse encontro conosco foi preciso, pois nos despiu de tudo aquilo que nos acompanhou nessa jornada reencarnatória. Estávamos viciados em sofrer e temos que nos desintoxicar. Estamos condenados a sermos felizes, mesmo fazendo força contra. A hora é AGORA e o nosso Eu verdadeiro, o que nos dá consciência e sabedoria, precisa estar no comando. A Era do EGO acabou e mas uma vez provou-se que foi desastroso o seu desempenho. De volta à simplicidade, à espontaneidade, à naturalidade. Chega de seres sociais com seus acessórios inúteis e sua falsa alegria.

O ser humano do futuro será medido pela grandeza de seu coração, pelo tamanho de sua generosidade, pela eficiência de suas atitudes, pelo resultado de suas escolhas. Homens e mulheres unidos no bem comum. As crianças que estão chegando já conhecem bem esse trajeto. Serão os futuros herdeiros e administradores dessa nova vida. Trazem muitas experiências de outras existências e seus pais precisam se preparar para compreendê-las. Devemos tirar o poder do EGO que se aprisionou em crenças que não mais nos atendem. Precisamos voltar para casa que nada mais é que do se reaproximar da nossa verdadeira essência que habita em nós. Nossa matéria-prima é feita de Deus, essa energia de puro amor e que nos inspira a ser feliz!

Vera Ghimmel - veraghimel@oi.com.br e
veraghimmel@yahoo.com.br