domingo, 9 de novembro de 2014

VOCÊ ATRAI O QUE VOCÊ É


Quem nós pensamos que somos está intimamente ligado a como nos consideramos tratados pelos outros. Muitas pessoas se queixam de que não recebem um tratamento bom o bastante. “Não me tratam com respeito, atenção, reconhecimento, consideração. Tratam-me como se eu não tivesse valor”, elas dizem. Quando o tratamento é bondoso, elas suspeitam de motivos ocultos. “Os outros querem me manipular, levar vantagem sobre mim. Ninguém me ama.”

Quem elas pensam que são é isto: “Sou um pequeno eu’ carente cujas necessidades não estão sendo satisfeitas.” Esse erro básico de percepção de quem elas são cria um distúrbio em todos os seus relacionamentos. Esses indivíduos acreditam que não têm nada a dar e que o mundo ou os outros estão ocultando delas aquilo de que precisam. Toda a sua realidade se baseia num sentido ilusório de quem elas são. Isso sabota situações, prejudica todos os relacionamentos. Se o pensamento de falta – seja de dinheiro, reconhecimento ou amor – se tornou parte de quem pensamos que somos, sempre experimentaremos a falta. Em vez de reconhecermos o que já há de bom na nossa vida, tudo o que vemos é carência. Detectarmos o que existe de positivo na nossa vida é a base de toda a abundância. O fato é o seguinte: seja o que for que nós pensemos que o mundo está nos tirando é isso que estamos tirando do mundo. Agimos assim porque no fundo acreditamos que somos pequenos e que não temos nada a dar.

Se esse for o seu caso, experimente fazer o seguinte por duas semanas e veja como sua realidade mudará: dê às pessoas qualquer coisa que você pense que elas estão lhe negando – elogios, apreço, ajuda, atenção, etc. Você não tem isso? Aja exatamente como se tivesse e tudo isso surgirá. Logo depois que você começar a dar, passará a receber. Ninguém pode ganhar o que não dá. O fluxo de entrada determina o fluxo de saída. Seja o que for que você acredite que o mundo não está lhe concedendo você já possui. Contudo, a menos que permita que isso flua para fora de você, nem mesmo saberá que tem. Isso inclui a abundância. A lei segundo a qual o fluxo de saída determina o fluxo de entrada é expressa por Jesus nesta imagem marcante: “Dai, e dar-se-vos-á.

Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada, sacudida e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também.” A fonte de toda a abundância não está fora de você. Ela é parte de quem você é. Entretanto, comece por admitir e reconhecê-la exteriormente. Veja a plenitude da vida ao seu redor. O calor do sol sobre sua pele, a exibição de flores magníficas num quiosque de plantas, o sabor de uma fruta suculenta, a sensação no corpo de toda a força da chuva que cai do céu. A plenitude da vida está presente a cada passo. Seu reconhecimento desperta a abundância interior adormecida. Então permita que ela flua para fora. Só fato de você sorrir para um estranho já promove uma mínima saída de energia. Você se torna um doador. Pergunte-se com frequência: “O que posso dar neste caso?

Como posso prestar um serviço a esta pessoa nesta situação? Você não precisa ser dono de nada para perceber que tem abundância. Porém, se sentir com frequência que a possui, é quase certo que as coisas comecem a acontecer na sua vida. Ela só chega para aqueles que já a têm. Parece um tanto injusto, mas é claro que não é. É uma lei universal. Tanto a fartura quanto a escassez são estados interiores que se manifestam como nossa realidade. Jesus fala sobre isso da seguinte maneira: “Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que não tem.

Eckhart Tolle

PAZ



A paz que tanto procuramos não está na previsibilidade e na constância, e sim no reconhecimento de que ambas existem:  nada é previsível nem constante. E isso enlouquece a maioria das pessoas.

Quer dizer que não temos poder nenhum? Pois é, nenhum. É um choque. Mas o segredo está em acostumar-se com a ideia. Só então é que se consegue relaxar e se divertir.

Ou seja, a pessoa de mente saudável é aquela que, sabedora da sua impotência contra as adversidades, não as camufla e sim as enfrenta, assume a dor que sente, sofre e se reconstrói, e assim ganha experiência para novos embates, sentindo-se protegida apenas pela consciência que tem de si mesma e do que a cerca o universo todo, incerto e mágico.

Acho que é isso. Espero que  seja isso, pois me parece perfeitamente curável, basta a coragem de se desarmar.

O sujeito com a mente confusa é um cara assustado, que se algemou em suas próprias convicções e tenta, sem sucesso, se equilibrar em um pensamento único, sem se movimentar. Já o sadio baila sobre o precipício.


(Martha Medeiros)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

NÃO CRIAR MAIS DOR NO PRESENTE



Nenhuma vida é inteiramente isenta de dor e de desgosto. Não será preferível aprender a viver com eles do que tentar evitá-los? A maior parte da dor humana é desnecessária. Cria-se a si própria enquanto for a mente inobservada a dirigir a sua vida.

A dor que você criar agora será sempre uma certa forma de não aceitação, uma certa forma de resistência inconsciente àquilo que é.

Ao nível do pensamento, a resistência é uma certa forma de julgamento. Ao nível emocional, é uma certa forma de negatividade. A intensidade da dor depende do grau de resistência ao momento presente, e essa resistência por seu lado depende de quão fortemente você estiver identificado com a sua mente. A mente procura sempre recusar o Agora e fugir a ele. Por outras palavras, quanto mais identificado você estiver com a sua mente, mais sofrerá. Ou poderá colocar a questão deste modo: quanto mais você honrar e aceitar o Agora, mais livre estará da dor, do sofrimento - e da mente egóica.

Por que é que a mente recusa ou resiste habitualmente ao Agora?
Porque ela não consegue funcionar nem permanecer no poder sem o tempo, que é passado e futuro e, por conseguinte, para ela o Agora representa uma ameaça.

De fato, o tempo e a mente são inseparáveis. Imagine a Terra desprovida de vida humana, habitada apenas por plantas c animais. Teria ela ainda um passado e um futuro? Poderíamos nós falar de tempo de maneira que fizesse sentido?

As perguntas "Que horas são?" ou "Que dia é hoje?" - se houvesse quem as fizesse - não fariam qualquer sentido. O carvalho ou a águia ficariam estupefactos com tais perguntas. "Que horas são?" perguntariam.

"Bem, é claro que é agora. Que mais poderia ser?"

Sim, é certo que precisamos da mente assim como do tempo para funcionarmos neste mundo, mas a certa altura eles tomam conta das nossas vidas, e é aí que a disfunção, a dor e o desgosto se instalam. A mente, para garantir que permaneça no poder, procura constantemente encobrir o momento presente com o passado e o futuro e, assim, ao mesmo tempo que a vitalidade e o infinito potencial criativo do Ser, que é inseparável do Agora, começam a ficar encobertos pelo tempo, também a sua verdadeira natureza começa a ficar encoberta pela mente.

Um fardo de tempo, cada vez mais pesado, tem vindo a acumular-se na mente humana. Todos os indivíduos sofrem sob esse fardo, mas também o tornam mais pesado a cada momento, sempre que ignoram ou recusam esse precioso Agora ou o reduzem a um meio para alcançarem um determinado momento futuro, o qual só existe na mente e nunca na atualidade.

A acumulação de tempo na mente humana, coletiva e individual, contém igualmente uma enorme quantidade de dor residual que vem do passado. Se quiser deixar de criar dor para si e para os outros, se quiser deixar de acrescentar mais dor ao resíduo da dor passada que continua a viver em si, então deixe de criar mais tempo, ou pelo menos crie apenas o tempo necessário para lidar com os aspectos práticos da sua vida.

Como deixar de criar tempo? Compreendendo profundamente que o momento presente é tudo o que você algum dia terá. Faça do Agora o foco principal da sua vida. Atendendo a que antes você vivia no tempo e fazia curtas visitas ao Agora, estabeleça a sua morada no Agora e faça curtas visitas ao passado e ao futuro quando precisar de lidar com os aspectos práticos da sua situação de vida.

Diga sempre "sim" ao momento presente. Que poderia ser mais fútil, mais insensato do que criar resistência interior a algo que já é?

Que poderia ser mais insensato do que opor-se à própria vida, que é agora e sempre será agora? Submeta-se àquilo que é. Diga "sim" à vida - e verá como de repente a vida começará a trabalhar para si em vez de contra si.


Por Eckhart Tolle

sábado, 1 de novembro de 2014

AFIRMAÇÕES PARA NUTRIR A CRIANÇA INTERIOR


Amo a mim mesmo totalmente, agora.

Abraço minha criança interior com amor.

Assumo a responsabilidade por minha própria vida. 

Estou livre.

Agora estou crescido e tomo conta da minha criança interior com carinho.

Agora vou além dos meus medos e limitações.

Estou em paz comigo mesmo e com a vida.

É seguro expressar meus sentimentos.

Amo e aprovo a mim mesmo.

Não importa que idade você tenha, existe uma pequena criança interior que precisa de amor e aceitação. Se você é mulher, não importa quão auto suficiente você seja, existe uma menina muito sensível que precisa de carinho. Se você é homem, não importa quão macho, ainda assim possui um menino em seu interior que precisa de carinho e afeição.


Enquanto crianças, quando alguma coisa acontecia de errado, tendíamos a acreditar que algo estava errado conosco. As crianças desenvolvem a ideia de que se agirem direito, seus pais ou quem toma conta deles vão amá-las e não serão castigadas. Em pouco tempo a criança começa a acreditar: existe algo errado comigo, não sou bom o suficiente. A medida que crescemos, carregamos essa crença falsa conosco. Aprendemos a rejeitar a nós mesmos.


Existe um pai dentro de cada um de nós assim como uma criança. Na maior parte das vezes o pai reprime a criança- quase incessantemente! Se escutarmos o nosso diálogo interior podemos ouvir a reprimenda. 


Precisamos permitir que o pai se torne mais positivos em relação a criança.


Descobri que trabalhar com a criança interior é muito valioso para ajudar a curar mágoas do passado.  Precisamos nos comunicar com nossa criança interior e deixá-la saber que aceitamos a parte que fez todas as coisas bobas, a parte engraçada, as birras, a parte assustada, a parte tola e frívola-  enfim cada parte de nós mesmos.


O amor é a maior força de cura que conheço. O amor pode curar a mais profunda e dolorosa das lembranças nos cantos mais obscuros da mente. Não importa quão dolorosa tenha sido nossa infância, amar a nossa criança interior pode nos ajudar a curá-la. Pensamentos de amor e perdão por nossa criança interior, irão abrir caminhos, e o Universo nos apoiará em nossos esforços.



Louise Hay

NADA ESTÁ DO LADO DE FORA




Já ouvimos muitas vezes que criamos nossa realidade, que o mundo é um reflexo de quem somos, que somos todos um, que tudo começa e termina em nós.

Acredito que vocês já saibam disto.

Mas, outra coisa é verificar se, de fato, compreendemos a essência de todas as afirmações que fazemos.

Você julga ou condena alguém por algo que tenha dito ou feito, ou deixado de dizer ou fazer?

Você julga ou condena quando sabe que alguém está doente, porque não teve bons hábitos alimentares ou higiênicos ou sexuais?

Você julga ou condena quando vê alguém repetir uma situação?

Você julga ou condena quando alguém sofre por um mal, que outra pessoa tenha feito?

Então, você é humano!

E por ser humano, tem consciência de seus pensamentos, portanto, condições de modificá-los, se quiser...

Esse processo consiste em curar e perdoar primeiramente você, porque somos espelhos do mundo, o mundo reflete nossos pensamentos e ações, as pessoas refletem nossos pensamentos, ações, emoções e comportamentos.

Devemos também sempre nos lembrar que o perdão é um processo, não é um fim em si mesmo. Estamos sempre precisando perdoar algo, seja em nós mesmos, nos outros, nos eventos ou nas instituições. Portanto, tenha em mente que hoje é um bom dia para perdoar.

Falando assim, parece estranho, mas se você desejar melhorar a sua vida, você deve cura-se e perdoar-se. Se você deseja curar ou perdoar alguém, mesmo um criminoso mentalmente doente, você faz curando a si mesmo.

É tão simples!

Nada está do lado de fora, mas dentro de você, da sua mente.

Para todos e para cada um de vocês: Sinto muito, me perdoe, eu te amo, sou grata!

Não importa que tipo de problema existe, trabalhe com você mesmo.


Dr. Lhaleakala Hew Len - Terapeuta (Divulgador e praticante do Ho'oponopono)

Obs.: Se você gostou desse artigo, veja também as publicações da Técnica e músicas do Ho'oponopono. 

COMO UM CARVALHO


"Todas as vezes que nos deparamos com problemas em nossa vida, observamos o quanto somos frágeis. As alegrias se vão e só fica a verdade de que somos impotentes para lidar com adversidades que surgem no decorrer de nossa existência.

Deus nos deixa lições interessantes em sua criação para nos mostrar o contrário, que o homem foi criado forte e que essa força é sempre adquirida e absorvida dessas situações adversas.

Você conhece uma árvore chamada carvalho?

Pois é, essa árvore é usada pelos botânicos e geólogos como um medidor de catástrofes naturais do ambiente. Quando querem saber o índice de temporais e tempestades ocorridas numa determinada floresta, eles observam logo o carvalho (existindo no local, é claro), que naturalmente é a árvore que mais absorve as conseqüências de temporais.

Quanto mais temporais e tempestades o carvalho enfrenta, mais forte ele fica. Suas raízes naturalmente se aprofundam mais na terra e seu caule se torna mais robusto, sendo impossível uma tempestade arrancá-lo do solo ou derrubá-lo. Mas não pense que os cientistas precisam fazer essas análises todas para saber isso! Basta apenas eles olharem para o carvalho. Por absorver as consequências das tempestades, a robusta árvore assume uma aparência disforme, como se realmente tivesse feito muita força.

Cada tempestade para um carvalho é mais um desafio a ser vencido e não uma ameaça. Numa grande tempestade, muitas árvores são arrancadas, mas o carvalho permanece firme. Assim somos nós. Devemos tirar proveito das situações contrárias à nossa vida e ficar mais fortes. Um pouco marcados. Muitas vezes com aparência abatida, mas fortes. Com raízes bem firmes e profundas na terra."


Texto de Autoria Desconhecida.

O FOCO DA GRATIDÃO



A vida nos apresenta surpresas, boas ou não... mas, poucas vezes agimos para aproveitar todas as oportunidades que nos chegam com os acontecimentos, especialmente com os ditos ruins, que surgem de forma inesperada.

Quase sempre nossa primeira reação é não aceitar aquilo, principalmente se julgamos que é injusto passar por algo que não merecemos.

Lembrando que ninguém colhe o que não plantou, julgar qualquer coisa que nos acontece como injusta, vem do nosso ego, que só enxerga o problema como um fato isolado sem colocá-lo dentro de um contexto mais amplo, como algo que está além da compreensão dos nossos cinco sentidos e que, de uma forma ou de outra, somos responsáveis pela criação daquele problema na nossa realidade.

Então, é muito importante assumir que somos 100% responsáveis por tudo que atraímos, entendendo que, mesmo que não esteja ao alcance da nossa compreensão consciente, faz parte do que viemos para liberar e aprender nessa nossa jornada aqui na Terra.

Se não aceitamos o que já aconteceu, estamos resistindo a todo o Universo que agiu para que aquilo se manifestasse em nossas vidas, daquela forma, e resistir só faz com que as energias naturais de resolução não possam agir ali; criamos um cabo de guerra com o 

Universo e, com certeza, com essa atitude seremos perdedores.

Depois da não aceitação e resistência costumam vir as lamentações e reclamações... Essa parte é bem ruim porque sempre nos coloca na posição de vítimas indefesas... e, resistir e nos colocarmos como vítimas não resolve nada, pelo contrário, só cria mais e mais da mesma situação.

Entendo que o Universo manifesta aquilo em que colocamos nosso foco. Se estamos reclamando de algo que não queremos em nossa vida, a cada reclamação colocamos nosso foco aí e é mais disso que vamos atrair. Portanto, diante de qualquer situação que consideremos ruim, sempre devemos evitar o foco excessivo no problema e, uma coisa que nos ajuda nesse ponto é colocar nosso foco na gratidão.

Tendo a compreensão de que em tudo existe sempre uma oportunidade de aprendizado, vamos buscar motivos para sermos gratos, mesmo nas situações onde aparentemente não existam esses motivos. Se nos distanciarmos um pouco e olharmos tudo sob a perspectiva de um plano maior, a partir do contexto da evolução da nossa Alma, encontraremos muitos motivos para agradecer por qualquer coisa em nossas vidas.

O ego só vê o problema, que fica cada vez maior, alimentado pelos pensamentos destrutivos e pelas reclamações. A Alma percebe aquilo como uma oportunidade de evolução, como algo que viemos aqui para aprender com... e não como algo que estamos passando para sermos punidos.

Com essa visão sobre o problema, fica mais fácil entregar o controle a uma força maior e esperar que as coisas se resolvam de uma forma mais natural, sem tanta interferência dos nosso medos e memórias de experiências passadas, que sempre fazem com que tudo pareça pior do que realmente é.

Colocar nosso foco na gratidão opera verdadeiros milagres e nos afasta um pouco do controle do ego, abrindo as portas para que possamos agir guiados por Inspiração Divina.

Rubia A. Dantés