segunda-feira, 6 de outubro de 2014

EGO - O FALSO CENTRO - ( Terceira Parte )


TERCEIRA  PARTE

"Precisamos dar um passo para o desconhecido.
Por um certo tempo, todos os limites ficarão perdidos. Por um certo tempo, você vai se sentir atordoado. Por um certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado, como se tivesse havido um terremoto. Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não
voltar a cair no ego, mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você, um centro que você tem carregado por muitas vidas.

Esse centro é a sua alma, o eu.

Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente. Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos, nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade - essa é a própria ordem da existência.
É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos. Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas. No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas...

O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária. Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba. Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?

O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você. Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz. Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase ser bem-aventurado com uma vida falsa?

E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno. Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer...
E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não tenha ego
é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.

Tente entender isso. E comece a procurar o ego - não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro entrou em choque com alguém.
Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.

As causas não estão fora de você.
A causa básica está dentro de você - mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: 'Quem está me tornando infeliz?' 'Quem está causando a minha raiva?' 'Quem está causando a minha angústia?'Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego.

E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido.Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar. E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz: 'tornei-me humilde'...
Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria - então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece. Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece.

E então você nunca diz: 'eu abandonei o ego'. Você simplesmente irá rir de toda essa história, dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade...É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.

Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.
Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe.
Quanto mais você observa, mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu. E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece. Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo. Ele cai exatamente como uma folha seca.

Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente vê a folha seca caindo... e então o verdadeiro centro surge.
E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o Deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo. Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir."


Osho em Além das Fronteiras da Mente.

EGO - O FALSO CENTRO (Segunda parte)


SEGUNDA  PARTE

"Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade - o ego. Esse é algo falso - é um grande truque.

Por meio do ego a sociedade está controlando você. Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo Você tem que caminhar de uma certa maneira; você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código. Somente assim a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado. E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, você já não sabe quem você é.

Os outros deram-lhe a idéia. E essa idéia é o ego.

Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão.
Você estará simplesmente confuso, um caos.

Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim. Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas...

Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de "eu sou". Afastando-se do que é conhecido, o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos - porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser...
É o mesmo que penetrar numa floresta. Você faz uma pequena clareira, você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem. Além de sua cerca - a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.

Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência. Ela limpou apenas uma pequena parte completamente, e cercou-a. Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso.

Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa. E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. Além da cerca você é, tal como você é dentro da cerca - e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos, em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.

Precisamos ser ousados, corajosos."


Osho, em Além das Fronteiras da Mente

EGO - O FALSO CENTRO - ( Primeira Parte )


PRIMEIRA  PARTE

"O primeiro ponto a ser compreendido é o ego. Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu. E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro.

Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros, os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior. Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior.
Assim, quando uma criança nasce, ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu. Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo. Esse também é o 'outro', também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo. É dessa maneira que a criança cresce.

Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma. Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz 'você é bonita', se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer.
Por meio da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância.

Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido. Ele não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que os outros pensa a seu respeito.
E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam. Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida, sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo.

Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque muitas opiniões dos outros são refletidas. O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros. Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego. Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não.

O verdadeiro só pode ser conhecido por meio do falso, portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido por meio da ilusão. Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso. Por meio desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade. Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.

O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social. A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem. Você irá à escola e o professor refletirá quem você é. Você fará
amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco, todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo, de modo que você não se torne um problema para a sociedade.Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade. A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser. Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo.

Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade. Você deveria ajustar-se ao padrão.Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade. Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro...

Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade. Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia. E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes. A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao auto-conhecimento. A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado. O eu nunca pode ser controlado e manipulado.

Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível. E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.

Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz. Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz 'que linda criança! você é um motivo de orgulho para nós.' Você está dando um ego para ela, um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala - ela não passou de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada. Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado.

O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie. E é por isso que você está continuamente pedindo atenção. Você obtém dos outros a idéia de quem você é. Não é uma experiência direta. É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro. Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você. O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela. Você vem com ele. Você nasce com ele." 



Osho, em Além das Fronteiras da Mente.

O TODO UNIFICADO - ECKHART TOLLE



"Nem os conceitos, nem as fórmulas matemáticas podem explicar o infinito.
Nenhum pensamento é capaz de conter a vastidão da Totalidade.

A realidade é um modo todo unificado, entretanto, o pensamento a divide em fragmentos. Isso causa erros básicos de interpretação - por exemplo, a ideia de que existem coisas e acontecimentos separados ou de que isto é a causa daquilo. Todos os  pensamentos pressupõe uma perspectiva e toda perspectiva pela sua própria natureza implica limitação, o que em última análise, significa que não é verdadeira, pelo menos absolutamente.

Apenas o Todo é verdadeiro, porém, não pode ser expresso em palavras nem em pensamentos. De uma perspectiva distante das limitações do pensamentos e, portanto, incompreensível à mente humana, tudo está acontecendo agora. Tudo é que sempre foi ou que será, existe agora, fora do tempo, que também é uma construção mental.

Sempre que não encobrimos o mundo com palavras e rótulos, retorna à nossa vida a sensação do milagre, que foi perdida muito tempo atrás, quando a humanidade, em vez de usar o pensamento, deixou-se possuir por ele.

Uma profundidade volta à nossa vida. As coisas recuperam sua novidade, seu frescor. E o maior de todos os milagres é vivenciar o eu essencial antes de qualquer palavra, qualquer pensamento ou rótulos mentais e imagens. Para que isso aconteça, precisamos desvincular nossa percepção do eu com todas as coisas que se relacionam com ele. (...)

Tudo parece estar sujeito ao tempo, ainda assim, tudo acontece no Agora, no momento presente. Esse é o paradoxo. Sempre vemos várias evidências circunstanciais da realidade do tempo, como uma maçã murcha, nosso rosto no espelho comparado à nossa aparência em uma fotografia tirada há 30 anos antes. Porém nunca encontramos uma evidência direta, jamais vivenciamos o tempo em si.

A experiência que sempre temos é a do momento presente, ou melhor, a do que ocorre nele. Se nos basearmos apenas nas evidências diretas, então o tempo não existe e o Agora é tudo o que existe, sempre.

O Agora assume a forma de qualquer coisa ou acontecimento.
Enquanto resistirmos a isso internamente, a forma, isto é o mundo, é uma barreira impenetrável que nos separa de quem somos além dela, que nos afasta da Vida única sem forma que nós somos.
Quando dizemos um SIM interior para a  forma  que o Agora adquire, ela própria se torna uma passagem para o que não tem forma. A separação entre o mundo e Deus se dissolve.

Somente quando resistimos ao que ocorre é que ficamos à mercê dos acontecimentos e o mundo determina nossa felicidade ou infelicidade.

Toda vez que você fica ansioso ou estressado, isso mostra que o propósito exterior assumiu o controle e você perdeu o propósito interior de vista. Terá se esquecido de que seu estado de consciência é primário e todo o resto secundário.
Contudo, o que originou a ansiedade ou tensão, ou o negativismo? Nosso afastamento do momento presente. E porque fizemos isso? Porque pensamos que outra coisa fosse mais importante. Acabamos por nos esquecer do propósito primário. Um pequeno erro, uma interpretação equivocada...  um mundo de sofrimento.

Estar alinhados com o que é significa estarmos numa relação de não resistência interna com os acontecimentos. Isso corresponde a não rotular essa realidade mentalmente como boa ou má, e sim, deixá-la ser o que é.
Isso quer dizer que não podemos mais agir para provocar mudanças em nossas  vidas? Pelo contrário. Quando a base para nossas ações é o alinhamento interior com o momento presente, elas se tornam fortalecidas pela inteligência da Vida em si."


Eckhart Tolle em Em Comunhão com a vida                                                  

BRILHEM COMO O SOL


 Mensagem dos Iluminados
Por Andrew Martin
Em 18 de setembro de 2014
Queridos,

E se nós lhes disséssemos que aquilo que vocês têm procurado por tanto tempo já está dentro de vocês?

E se nós lhes disséssemos que aquilo que vocês desejam já está em suas mãos?

E se nós lhes disséssemos que não é uma questão de tentar ou forçar ou trabalhar ou promover... que é somente uma questão de permitir?

Muitos de vocês falam sobre manter a Luz, encontrar a Luz e se alinhar com a Luz.

Mas a verdade da questão é que vocês SÃO a Luz.
Vocês não podem deixar de ser o que vocês são, vocês somente podem escolher esconder.

Vocês não podem apagar o que vocês são, vocês somente podem esquecer momentaneamente.

A dor, o medo e a ansiedade que vocês podem sentir em um dado momento acontecem apenas porque vocês estão escolhendo acreditar em algo sobre vocês que simplesmente não é verdadeiro.

A tantos de vocês foi ensinado que vocês precisam esconder a verdade de quem vocês são.

Que vocês devem ser pequenos, devem rastejar, curvar e ajoelhar porque vocês não são dignos.
Isso não poderia estar mais longe da verdade!

A maior Luz em que muitos podem pensar é o Sol.

O Sol não questiona o que ele é ou por que está ali.

O Sol não se preocupa se ele é muito brilhante ou se outra estrela pode não aprovar ou ter ciúme de sua Luz.

O Sol brilha poderosamente sem questionar e sem falhar, porque é isso que ele está destinado a fazer.

O Sol somente parece desaparecer por causa da rotação da Terra, mas ele sempre está lá.

O mesmo é válido para vocês.

Sua Luz interior brilha com o poder do Sol, mas muitos de vocês escolhem dar as costas a ela, porque vocês não acreditam que ela é sua, ou que vocês não são merecedores dela ou que vocês não podem lidar com o poder dela.

Queridos, isto simplesmente não é verdade.

Vocês não são nada menos e nada mais do que um aspecto do Divino!

Vocês são feitos do mesmo material que compõe o Sol!

Vocês são diamantes, vocês são estrelas, vocês são eternos, infinitos, não têm fim!

Por que vocês pensam que lhes seria dado o poder que vocês têm se não fosse seu para exercer?

Nós entendemos que há muitos que os fizeram acreditar que não eram dignos e que precisavam humildemente implorar a eles por migalhas.

Que vocês precisavam se curvar e ajoelhar perante eles na esperança de ter aprovação ou permissão para fazer aquilo que vocês vieram para fazer.

Mas nós lhes perguntamos: o Sol precisa de permissão?

O Sol precisa de aprovação?

O Sol brilhará até todos neste planeta terem vivido suas vidas e transformado em sua próxima encarnação e ele ainda terá Luz para dar.

Nós imploramos que vocês parem de se perguntar o que é errado e apenas brilhem!

Vejam a Luz que vocês são começar a arder, crescer e expandir dentro e ao redor de vocês.

Vejam a Luz que vocês são iluminar o caminho para o seu futuro e tudo o que vocês desejam.

Peçam aos seus guias e seu eu superior para entrar e caminhar ao seu lado.

Invoquem a Luz que é seu direito de nascença para avançar para seu futuro eu e planejar um caminho indestrutível que lhes mostrará o trajeto até tudo com que vocês sonharam.

Entreguem-se à Luz que vocês são e permitam-na queimar tudo e qualquer coisa que vocês ergueram para mantê-la à distância.

Vocês não podem continuar se encobrindo e então se perguntar por que ninguém consegue vê-los.

Brilhem como o Sol!

Eliminem as ilusões de limitação e carência!

Entendam que não há nenhuma força mais poderosa do que a Luz que vocês são.

Renunciem à sua busca pela Luz e SEJAM a Luz!

Tal como o Sol nunca para de se maravilhar com o que ele é... vocês também devem permitir a verdade inabalável de quem vocês são abrir-se e brilhar para que aquilo que vocês buscam possa encontrar vocês.

Tal como o Sol não procura descobrir sobre o que ele brilha, vocês também devem brilhar sem questionar, sem falhar e sem desacreditar que vocês são tão brilhantes e tão poderosos quanto o Sol.

Em Amor e Luz nós os deixamos.

Regozijem-se!

Os Iluminados.

Copyright©Andrew Martin. Todos os direitos reservados.
Você pode copiar e redistribuir este material contanto que não o altere ou edite de forma alguma, o conteúdo permaneça completo e você inclua esta nota de copyright e o link:
http://www.thelightedones.com

Tradução: Blog SINTESE

COMO O SEU CRESCIMENTO ESPIRITUAL CURA O MUNDO





Mensagem de Owen K. Waters
1º de Junho de 2014
Você sabia que apenas uma pessoa espiritualizada pode trazer a elevação espiritual a milhões de pessoas?

Ela realmente pode, e ela pode se divertir fazendo isto! Veja como isto funciona.

Bem-Vindo ao Cinturão da Mente


Uma atmosfera de ar envolve este planeta e assim também uma atmosfera de consciência. Este cinturão global da mente consiste de pensamentos e sentimentos de todos no planeta. Enquanto os pensamentos causam a atividade elétrica dentro do cérebro, eles se originam como energias mentais não físicas.

Cada momento de cada dia, a sua mente sente esta frequência do cinturão da mente com o qual você está sintonizado. Cada momento de cada dia, você muda o cinturão da mente, contribuindo com os pensamentos e sentimentos que se irradiam de sua consciência. A maior parte dos seres humanos opta por bloquear a telepatia consciente, mas a sua mente subconsciente é totalmente telepática, consciente da atmosfera mental em que você existe e alimenta esta informação através da mente consciente.

ENERGIA MENTAL

O Universo está cheio de uma gama ampla de energias em todos os níveis de manifestação. Enquanto a ciência da Física se concentra apenas nas energias físicas, você precisa se aventurar além dos sentidos físicos para apreciar as energias metafísicas.

A energia mental tem tanto o aspecto yin, quanto o yang. Estas nos são familiares como o pensamento e o sentimento. Elas não são opostas, mas agem como aspectos complementares, da mesma maneira que a eletricidade e o magnetismo agem em uníssono um com o outro, para formar a luz.

Quando você tem um tipo intelectual de pensamento, ele invoca sentimentos complementares. Da mesma forma, quando você tem um sentimento, ele invoca pensamentos complementares.

Você provavelmente já disse: “Ei! Eu pensei nisto primeiro!”

Alguma vez você já teve uma idéia e então viu outras pessoas expressarem ou usarem esta mesma idéia? Você provavelmente disse: “Ei” Eu pensei nisto primeiro!” Bem, é assim exatamente que o cinturão da mente funciona.É uma atmosfera que você compartilha com todos os outros seres sensíveis, mas você se sintoniza especialmente com os temas e frequências da mente que mais lhe interessam.

O cinturão da mente compartilhado globalmente é o meio que permite que descobertas e invenções ocorram ao mesmo tempo por pessoas que não estão em contato físico, umas com as outras. Por exemplo, a descoberta do oxigênio foi feito não por um pesquisador, mas por três pesquisadores diferentes, em três países diferentes, ao mesmo tempo. O cálculo matemático foi outro exemplo. Ele foi criado por Newton, na Inglaterra e por Liebnitz, na Alemanha, ao mesmo tempo, levando anos de divertida rivalidade.

VOCÊ ELEVA O CINTURÃO DA MENTE

Ao longo de sua vida, você contribui com as energias do cinturão da mente e você faz a sua parte para tornar o mundo no que ele é hoje. Como uma pessoa espiritualizada, você eleva o cinturão da mente, porque a frequência da consciência centrada no coração é mais elevada do que os pensamentos  em torno do eu, da pessoa  mediana, em toda a face do globo.

Neste ponto, você pode imaginar como as pessoas espiritualizadas – uma porção menor da população atual – pode fazer o bem, em um mundo afetado por tanto materialismo, ou mesmo pelo pensamento depressivo. A resposta pode surpreendê-lo.

O Criador embaralhou as cartas a favor da evolução espiritual.

Como uma pessoa espiritualizada, os seus pensamentos de frequência mais elevada têm exponencialmente mais poder e influência do que os pensamentos de frequência menos elevada. 

Por definição, pelo menos 80% da população têm um efeito médio sobre o cinturão da mente. Você, no entanto, tem uma vantagem na frequência que capacita a sua influência no mundo, bem mais do que você possa ter percebido.

O pesquisador David R. Hawkins passou anos investigando os efeitos de toda a gama de frequência da consciência humana e veio com uma descoberta surpreendente. Como uma pessoa espiritualmente consciente, a influência de sua consciência é equivalente a centenas de milhares de pessoas estatisticamente medianas. Este fato surpreendente nos apresenta uma incrível oportunidade de ajudar os outros e fazer uma diferença muito positiva no mundo.

A consciência de uma pessoa no nível de entrada  para a consciência espiritual, contrabalança e eleva o efeito dos pensamentos de 800.000 pessoas da consciência média, ao redor do mundo!

Imagine o que acontece quando você ultrapassa o nível de entrada e trabalha a cada dia em seu próprio crescimento espiritual! Antes que o saiba, você está ajudando a elevar dezenas de milhões de pessoas e fazendo do mundo um lugar distintamente melhor do que teria sido sem o benefício de sua presença.

Quando você eleva a sua consciência, você, exponencialmente contribui mais com a qualidade espiritual da mente global.

Paradoxalmente, o seu maior serviço à humanidade é se concentrar em seu próprio crescimento espiritual.

Este maravilhoso nível de serviço à humanidade ocorre como um efeito direto de sua consciência sobre um mundo que tem sido tão carente do pensamento espiritualmente condicionado.

FAÇA DO MUNDO UM LUGAR MELHOR

Tome uma decisão de desenvolver o seu crescimento espiritual em uma base diária. Escolha um momento para reflexão e práticas espirituais a cada dia. Passe este tempo aumentando a frequência da sua consciência, envolvendo-se em sua própria escolha das atividades espirituais, tais como: meditação, estudos espirituais, reflexão, o uso de óleos essenciais sagrados e técnicas de recarga energética.

Começar cada dia com uma prática espiritual é um hábito que logo se torna o destaque de cada dia. O efeito colateral de trazer a elevação a milhões de outras pessoas cumpre hoje um propósito fundamental de cada pessoa espiritualizada no planeta.

Nascemos para tornar o mundo um lugar melhor...

Vamos fazê-lo!

http://www.spiritualdynamics.net/


Tradução: Regina Drumond

sábado, 4 de outubro de 2014

SOBRE O POSSUIR - ECKHART TOLLE"



O ego se identifica com possuir, mas sua satisfação com isso é de certa forma superficial e passageira. Oculta internamente, ela permanece como um sentimento profundo de insatisfação, de estar incompleto, de "não é o bastante", "não tenho o suficiente", com o que o ego de fato quer dizer: "Não sou o bastante ainda."

Como vimos, ter - o conceito de propriedade - é uma ficção criada pelo ego para adquirir solidez e permanência e se destacar, tornar-se especial. Mesmo que não sejamos capazes de nos encontrar por meio disso, existe outro impulso mais forte subjacente a esse que pertence à estrutura do ego: a necessidade de mais, o que podemos também chamar de "desejo". O ego não dura muito tempo sem isso. Portanto, querer o mantém vivo muito mais do que ter. Para ele, o apelo de querer é mais forte do que o de ter. E, assim, a satisfação superficial de ter é sempre substituída pelo querer mais. Essa é a necessidade psicológica de mais, isto é, de mais coisas com as quais se identificar. É como um vício, não é verdadeira.

Em alguns casos, essa necessidade psicológica, ou a sensação de que ainda não há o bastante, que é tão característica do ego, é transferida para o nível  material e, então, converte-se na avidez insaciável. (...) Os que sofrem desse distúrbio alimentar poderiam se curar se, em vez de se identificar com a mente, conseguissem entrar em contato com o próprio corpo e assim sentissem suas verdadeiras carências físicas em lugar das pseudo necessidades da mente egóica.

Alguns egos sabem o que querem e perseguem seu objetivo com uma determinação inflexível e implacável - Gêngis Khan, Stalin, Hitler, para dar apenas alguns exemplos inquestionáveis. A energia por trás da sua vontade, porém, cria uma energia oposta de igual intensidade que, por fim, leva à queda desses indivíduos. Nesse ínterim, eles se tornam infelizes e fazem o mesmo com muitas pessoas ou, como mostram episódios clássicos, criam o inferno sobre a Terra. A maioria dos egos tem vontades conflitantes. Eles querem coisas diferentes em momentos distintos ou talvez nem saibam o que desejam. Só sabem o que não querem: o momento presente. Desconforto, desassossego, tédio, ansiedade, insatisfação, tudo isso é resultado da vontade insatisfeita.

Como querer é algo estrutural, nenhum acúmulo de conteúdo consegue oferecer uma satisfação duradoura enquanto essa estrutura mental está em ação. O desejo intenso que não tem um objeto específico costuma ser encontrado no ego ainda em desenvolvimento dos adolescentes. É por isso que alguns desses jovens vivem num estado permanente de negativismo e insatisfação.

Todos os seres humanos do planeta poderiam ser facilmente atendidos em suas carências materiais em relação a alimento, água, abrigo, roupas e confortos básicos, não fosse pelo desequilíbrio de recursos criado pela necessidade insana e voraz de querer sempre mais, a ganância do ego. Isso encontra expressão coletiva nas estruturas econômicas, como as grandes corporações, que são entidades egóicas que competem entre si por mais.
Seu único - e cego - objetivo é o lucro. Elas perseguem essa meta do modo mais implacável possível. A natureza, os animais, as pessoas, até mesmo os funcionários, não são mais do que algarismos no seu balanço comercial, objetos inanimados a serem usados e depois descartados.As formas de pensamento "mim", "meu", "mais do que", "eu quero", "eu preciso", "eu devo ter" e "não o bastante" pertencem não ao conteúdo, mas à estrutura do ego.

O conteúdo pode ser trocado. Enquanto não reconhecemos essas formas de pensamento em nós mesmos, isto é, enquanto elas permanecem inconscientes, acreditamos no que elas dizem. Assim, ficamos condenados a agir de acordo com esses pensamentos inconscientes, a buscar e não encontrar, pois, quando eles entram em ação, nenhum bem, nenhum lugar, nenhuma pessoa, nenhuma condição jamais nos satisfaz. Não há conteúdo capaz de atender nossa vontade enquanto a estrutura egóica permanece atuante. Não importa o que tenhamos nem o que venhamos a conquistar, não seremos felizes. Sempre estaremos procurando alguma coisa além que nos prometa mais plenitude, que nos diga que vai completar a percepção do eu insatisfeito e saciar aquele sentimento de carência que trazemos dentro de nós."


Eckhart Tolle em O Despertar de uma nova Consciência