sábado, 19 de outubro de 2013

QUEIXAS E RESSENTIMENTOS



Queixar-se é uma das estratégias prediletas do ego para se fortalecer.
Cada reclamação é uma pequena história que a mente cria e na qual acreditamos inteiramente. Não importa se ela é feita em voz alta ou apenas em pensamento. Alguns egos que talvez não tenham muito mais com o que se identificar sobrevivem apenas com queixas. Quando estamos presos a um ego assim, reclamar, sobretudo de alguém, é algo habitual e, é claro, inconsciente, o que mostra que não sabemos o que estamos fazendo.
Uma atitude típica desse padrão é aplicar rótulos mentais negativos às pessoas, seja na frente delas ou, como é mais comum, falando sobre elas com alguém ou até mesmo apenas pensando nelas. Xingar é o modo mais rude de atribuir esses rótulos e de mostrar a necessidade que o ego tem de estar certo e triunfar sobre os outros: “idiota”, “desgraçado”, “prostituta”, “etc”, todas essas afirmações definitivas contra as quais não se pode argumentar.
No nível seguinte, descendo pela escala da inconsciência, estão os gritos.
Não muito abaixo disso se encontra a violência física.
O ressentimento é a emoção que acompanha a queixa e a rotulagem mental dos outros. Ele acrescenta ainda mais energia ao ego. Ressentir-se significa ficar magoado, melindrado ou ofendido. Costumamos nos sentir assim em relação à cobiça das pessoas, à sua desonestidade, à sua falta de integridade, ao que estão fazendo no presente, ao que fizeram no passado, ao que disseram, ao que deixaram de dizer, à atitude que deviam ou não ter tomado. O ego adora isso.
Em vez de detectarmos a inconsciência nos outros, nós a transformamos em sua identidade. Quem é o responsável por isso? Nossa própria inconsciência, o ego em nós. Algumas vezes, a “falta” que apontamos em alguém nem mesmo existe. Ela pode ser um erro total de interpretação, uma projeção feita por uma mente condicionada a ver inimigos e a se considerar sempre certa ou superior.
Em outras ocasiões, a falta pode ter ocorrido; contudo, se nos concentrarmos nela, às vezes excluindo todo o resto, nós a tornamos maior do que ela realmente é. E dessa maneira fortalecemos em nós mesmos aquilo a que reagimos no outro, o ego.
Não reagir ao ego das pessoas é uma das maneiras mais eficazes de não só superarmos nosso próprio ego como também de dissolver o ego humano coletivo.
No entanto, só conseguimos nos abster de reagir quando somos capazes de reconhecer o comportamento de alguém como originário do ego, como uma expressão do distúrbio coletivo da espécie humana insana. Quando compreendemos que não se trata de nada pessoal, a compulsão para reagir desaparece.
Não reagindo ao ego, muitas vezes podemos fazer aflorar a sanidade nos outros, que é a consciência não condicionada em oposição à consciência condicionada. Em determinadas ocasiões, talvez precisemos tomar providências práticas para nos proteger de pessoas profundamente inconscientes. Isso é algo que temos condições de fazer sem torná-las nossas inimigas.
Nossa maior defesa, contudo, é sermos conscientes aqui e agora.
Alguém passa a ser um inimigo quando personalizamos a inconsciência dele que é o ego. A não-reação não é fraqueza, mas força. Outra palavra para não-reação é perdão. Perdoar é ver além, ou melhor, é enxergar através de algo. E ver, através do ego, a sanidade que há em cada ser humano como sua essência.
O ego adora reclamar e se ressente não só de pessoas como de situações.
O que podemos fazer com alguém também conseguimos fazer com uma circunstância: transformá-la num inimigo. Os pontos implícitos são sempre os mesmos: “isso não deveria estar acontecendo”, “não quero estar aqui”, “estou agindo contra minha vontade”, “o tratamento que estou recebendo é injusto”, “etc”. E, é claro, o maior inimigo do ego acima de tudo isso é o momento presente, ou seja, a vida em si, o agora.
Não confunda a queixa com a atitude de informar alguém de uma falha ou de uma deficiência para que elas possam ser sanadas. Além disso, abster-se de reclamar não corresponde necessariamente a tolerar algo de má qualidade nem um mau comportamento.
Não há interferência do ego quando dizemos ao garçom que a comida está fria e precisa ser aquecida – desde que nos atenhamos aos fatos, que são sempre neutros.
“Como você se atreve a me servir uma sopa fria?”
Isso é se queixar, isso é ego.
Nessa situação, existe um “eu” que adora se sentir pessoalmente ofendido pela comida fria e ele aproveitará esse fato ao máximo, um “eu” que aprecia apontar o erro de alguém. A reclamação a que me refiro está a serviço do ego, e não da mudança. Algumas vezes fica óbvio que o ego não deseja que algo se modifique para que possa continuar se queixando e continuar existindo.
Veja se você consegue capturar, ou melhor, perceber, a voz na sua cabeça – talvez no exato instante em que ela esteja reclamando de algo – e reconhecê-la pelo que ela é: a voz do ego, não mais do que um padrão mental condicionado, um pensamento.
Sempre que a observar, compreenderá que você não é ela, e sim aquele que tem consciência dela.
Na verdade, você é a consciência que está consciente da voz.
Atrás, em segundo plano, está a consciência.
À frente, se situa a voz, aquele que pensa, o ego.
Dessa maneira você estará se libertando do ego, livrando-se da mente não observada.
No momento em que você se tornar consciente do ego, a rigor ele não será mais o ego, e sim um velho padrão mental condicionado.
O ego implica inconsciência.
Ele e a consciência não conseguem coexistir.
O velho padrão mental, ou hábito mental, pode sobreviver e se manifestar por mais um tempo porque tem o impulso de milhares de anos de inconsciência humana coletiva atrás de si. No entanto, toda vez que é reconhecido, ele se enfraquece.
Só a prática da auto-observação consciente leva ao despertar da consciência e consequentemente com a eliminação do ego.
(para quem realmente quer acordar da ilusão)
Eckhart Tolle

A SABEDORIA DO SILÊNCIO INTERIOR


O teu silêncio interno torna-te impassível.
Se fizeres uso regular, podes educar o teu ego, que tem o mau costume de estar a falar o tempo todo.
Progressivamente desenvolverás a arte de falar sem falar, e a tua verdadeira natureza interna substituirá a tua personalidade artificial, deixando aparecer a luz do teu coração e o poder da sabedoria do silêncio.
Procura ser breve e preciso, já que cada vez que deixares sair uma palavra, deixas sair uma parte do teu chi (energia).
Assim aprenderás a arte de falar sem perder energia.
Tudo o que o que te incomoda nos outros é uma projecção do que não venceste em ti mesmo.
Procura ocupares-te de ti mesmo, sem te preocupares em te defenderes, pois isso só aumenta a impressão de falso poder do outro. Julgar é uma maneira de esconder as nossas próprias fraquezas.
O sábio tolera tudo sem dizer uma palavra.
Não saber é muito incómodo para o ego porque ele gosta de saber tudo, ter sempre razão e dar a sua opinião muito pessoal. Mas, na realidade, o ego nada sabe, simplesmente faz acreditar que sabe.
Aprende a ser como o universo, a escutar e a refletir a energia, as suas emoções densas ou preconceitos.
O universo é o melhor exemplo de um espelho que a natureza nos deu, porque aceita, sem condições, os nossos pensamentos, emoções, palavras e acções, e envia-nos o reflexo da nossa própria energia através das diferentes circunstâncias que se apresentam nas nossas vidas.
Converte-te no seu próprio mestre e deixa os demais serem o que têm a capacidade de ser.
Não entregues a responsabilidade pela tua vida e saúde nas mãos dos outros, que não podem conhecer realmente, a fundo, o que os teus corpos precisam (físico, emocional, mental, espiritual).
Apenas tu mesmo pode acessar esse conhecimento, com a tua intuição.
Graças a essa força, atrairás para ti tudo o que necessitas para a tua própria realização e completa libertação.

(autor desconhecido)

O QUE DAMOS, RECEBEMOS



A vida na verdade é muito simples. O que damos, recebemos.
O que pensamos sobre nós torna-se verdade para nós. Acredito que todos, inclusive eu mesma, somos 100 por cento responsáveis por tudo em nossas vidas, desde o melhor até o pior. Cada pensamento que temos está criando nosso futuro. Cada um de nós cria suas experiências através dos pensamentos e emoções.
Os pensamentos que temos e as palavras que falamos criam nossas experiências.
Criamos as situações e então abrimos mão de nosso poder culpando os outros pela nossa frustração. Nenhuma pessoa, nenhum lugar, nenhuma coisa tem poder sobre nós, pois “nós” somos os únicos pensadores em nossa mente. Criamos nossas experiências, nossa realidade e tudo o que há nela. Quando criamos paz, harmonia e equilíbrio em nossas mentes, os encontramos em nossas vidas.
Qual das seguintes afirmações é mais parecida com você?
“Tem gente querendo me pegar.”
“Todos estão sempre dispostos a ajudar.”
Cada uma dessas crenças criará experiências diferentes. O que acreditamos sobre nós mesmos e sobre a vida torna-se verdade para nós.
O Universo nos apoia totalmente em cada pensamento que escolhemos ter e acreditar
Colocado de outra forma, nossa mente subconsciente aceita tudo que escolhemos para acreditar, mas as duas formas significam que o que acredito sobre mim mesma e sobre a vida torna-se verdade para mim. O que você escolhe pensar sobre si mesmo e sobre a vida torna-se verdade para você. E nossas escolhas sobre o que podemos pensar são ilimitadas.
Sabendo disso, faz sentido escolher “Todos estão sempre dispostos a ajudar”, em vez de “tem gente querendo me pegar”.
O poder universal jamais nos julga ou critica
Ele apenas nos aceita dentro do nosso próprio valor e depois reflete nossas crenças em nossas vidas. Se quero acreditar que a vida é solitária e ninguém me ama, isso é o que encontrarei em meu mundo.
Todavia, se estou disposta a abandonar essa crença e afirmar para mim mesma: “O amor está em todos os lugares e eu sou amorosa e digna de amor”, mantendo-me firme nessa nova declaração e repetindo-a com frequência, ela se tornará verdade para mim. Então pessoas amorosas entrarão em minha vida, as pessoas que já estão nela tornar-se-ão mais amorosas em relação a mim e eu me encontrarei expressando amor pelos outros com facilidade.
O ponto do poder está sempre no momento presente
Todos os eventos que você experimentou em sua vida até este instante foram criados pelos pensamentos e crenças que manteve no passado. Eles foram criados pelos pensamentos e palavras que você usou ontem, na semana passada, no mês passado, no ano passado, há 10, 20, 30, 40 anos ou mais, dependendo da sua idade.
Entretanto, esse é o seu passado e ele já acabou, não pode ser modificado. O importante neste momento é o que você está escolhendo pensar, acreditar e dizer agora. Esses pensamentos e palavras criarão seu futuro. Seu ponto de poder está no presente instante e está formando as experiências de amanhã, da semana que vem, do mês que vem, do ano que vem etc.
Preste atenção no que você está pensando neste instante. É positivo ou negativo? Você quer que esse pensamento crie seu futuro? Apenas preste atenção e tome consciência.
A única coisa com que estamos sempre lidando é um pensamento, e um pensamento pode ser modificado.
Não importa qual seja o problema, nossas experiências são tão somente efeitos externos de pensamentos internos. Até mesmo o ódio voltado para si mesmo é um pensamento que você tem sobre si mesmo. Você tem um pensamento que diz: “Sou uma pessoa má” – Esse pensamento produz uma emoção e você entra nessa emoção. Todavia, se você não tiver o pensamento, não terá a emoção. E os pensamentos podem ser modificados. Mude o pensamento e a emoção desaparecerá.
Na infinidade da vida onde estou, tudo é perfeito, pleno e completo.
Acredito num poder muito maior do que eu que flui através de mim cada momento de cada dia.
Abro-me à sabedoria interior, sabendo que existe apenas Uma Inteligência neste Universo.
Desta Inteligência vêm todas as respostas, todas as soluções, todas as curas, todas as novas criações.
Confio nesse Poder e Inteligência, sabendo que seja o que for que eu precise saber é revelado a mim e que seja o que for que eu precise vem a mim na hora, no espaço e na sequência certos.
Tudo está bem no meu mundo.
Louise Hay

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

O SEGREDO DO SUCESSO ESTÁ EM AGIR


 As pessoas dizem que querer é poder. Mas só querer é muito pouco.
Sinto dizer que sem esforço nada vai acontecer. O segredo do sucesso está em agir, com determinação e persistência.
Um sujeito rezou muito e pediu para Deus baixar sua pressão arterial, porque estava correndo risco de morrer. Deus falou com ele e disse: “Meu filho, escutei as suas preces e vou ajudá-lo… A partir de hoje, retire o sal da sua alimentação e a sua pressão vai baixar.” O sujeito, inconformado, respondeu: “Mas, Senhor, confesso que fiquei meio desapontado… Eu esperava um pouco mais de Deus Todo Poderoso. E então o Senhor falou: “Você não quer a minha ajuda… Você quer que eu faça as coisas por você! Assim a sua vida nunca vai funcionar!”
Muitas vezes a gente reza, mas não faz a nossa parte. Não fazemos com que nossas orações sejam acompanhadas por ações. A verdadeira oração é falar com Deus e agir.
Não adianta sonhar, planejar, traçar metas, rezar. Se você não der o primeiro passo para fazer acontecer, tudo vai ficar só no plano dos sonhos.
Você quer vender mais? Visite mais clientes todos os dias, busque saber quais são as necessidades e resolva os problemas deles.
Quer ter mais resultados? Coloque a mão na massa junto com sua equipe e motive a todos com a sua participação no trabalho.
Quer um novo emprego? Estude algo novo, aprenda a cumprir as suas metas, ajude os outros a resolverem seus problemas. E as empresas vão correr atrás de você!
Você quer valorizar as suas qualidades profissionais? Estude, aprenda com os mestres. Renove-se e busque ser o melhor naquilo que faz.
Quer um network poderoso? Converse com as pessoas, goste delas, olhe nos olhos delas, crie vínculos e tenha interesse sincero no bem-estar delas.
Quer se tornar um palestrante sensacional? Defina o seu posicionamento, estruture a sua mensagem, consulte os “gênios do marketing”, treine como se fosse um atleta olímpico. E acima de tudo esteja comprometido em ajudar as pessoas.
Construa o seu sucesso e ajude os outros a construírem o deles.
Lembre-se: Parta para a ação sempre. Porque o maior presente de Deus foi dar a você a capacidade de ir além do que a maioria se atreve a tentar!
Roberto Shinyashiki

SER FELIZ


Ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos. Não é apenas ter júbilo nos aplausos mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz não é uma fatalidade do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz, é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um “não”. É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos, mesmo que eles nos magoem.
Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós. É ter maturidade para falar “eu errei”. É ter ousadia para dizer, “me perdoe” É ter sensibilidade para expressar “eu preciso de você”. É ter capacidade de dizer “eu te amo”.
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz.
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.
Que nos seus inversos você seja amigo da sabedoria.
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.
Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.
E descobrirá que…
Ser feliz não é ter uma vida perfeita. Mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância. Usar as perdas para refinar a paciência. Usar as falhas para esculpir a serenidade. Usar a dor para lapidar o prazer.
Usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesmo(a).
Jamais desista das pessoas que você ama.
Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.
E você é um ser humano especial.
Augusto Cury

HISTÓRIA ZEN



Há uma história zen.
 Havia dois mosteiros vizinhos cujos mestres tinham meninos de recados.
 Os dois meninos costumavam ir ao mercado, buscar legumes ou outras coisas para os mestres.
 Esses mosteiros eram antagônicos entre si, mas meninos são meninos.
 Esqueciam-se de suas doutrinas e encontravam-se no caminho para conversar e se divertir juntos.
 Estavam proibidos de conversar, pois os mosteiros eram inimigos.
 Um dia, o menino do primeiro mosteiro disse a seu mestre:
 "Estou confuso; estava indo ao mercado quando vi o menino do  outro mosteiro e lhe perguntei: Aonde você está indo? Ele me respondeu: Para onde o vento soprar. Fiquei sem saber o que dizer; ele me confundiu."
 O mestre então disse:
 "Ninguém do nosso mosteiro foi alguma vez derrotado por alguém do outro, nem mesmo um empregado; portanto você tem de acertar as contas com esse menino. Amanhã pergunte novamente aonde ele está indo. Quando ele disser: Para onde o vento soprar, você dirá: E se não tiver vento?"
 O menino não conseguiu dormir a noite toda, pensando no que aconteceria no dia seguinte.
 Ficou ensaiando muitas vezes como falaria com o outro garoto.
 No dia seguinte esperou à beira da estrada e quando o outro menino chegou, ele logo lhe perguntou:
 "Aonde você está indo?"
 O garoto respondeu: "Aonde meus pés me levarem."
 O primeiro menino ficou novamente sem saber o que dizer. Sua resposta estava preparada.
 Mas a realidade é imprevisível. Ele voltou muito triste e disse ao mestre:
 "Aquele menino não é digno de confiança. Ele mudou e eu fiquei sem saber o que fazer."
 Então o mestre disse: "Da próxima vez quando ele responder : Aonde meus pés me levarem você dirá: E se você ficar aleijado, ou se suas pernas forem cortadas?"
 Novamente o menino não pôde dormir.
 De manhã cedo, foi esperar o outro na estrada.
 Quando ele chegou, o primeiro perguntou:
 "Aonde você está indo?"
 E o menino respondeu: "Buscar legumes no mercado."
 O primeiro menino ficou atrapalhado e foi dizer ao mestre:
 "Esse menino é impossível! Está sempre mudando!"
 A vida é aquele menino.
 A realidade não é um fenômeno fixo.
 Você tem de estar presente nela espontaneamente, só então a resposta será real.
 Se sua resposta é preparada de antemão, você já está morto.
 Então virá o amanhã, mas você não existirá mais.
 Estará preso no ontem, no que passou.
 Todas as mente muito verbais são fixas. (...)
 Essa é a diferença entre um homem de sabedoria e um homem de conhecimento.
 O homem de conhecimento tem respostas prontas - você pergunta a resposta já está lá. (...)
 Se você vai a um homem de sabedoria ele não tem respostas para você.
 Não tem nada pronto.
 Ele está aberto; é silencioso.
 Ele responderá mas primeiro sua pergunta irá ressonar no seu Ser e não na sua memória.
 Ninguém pode predizer qual será sua resposta.
OSHO 

quarta-feira, 16 de outubro de 2013


OS AMIGOS SEGUNDO MAHATMA GANDHI

“Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado nosso caminho. Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro. A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos. Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. O primeiro que nasce do broto é o amigo-pai e o amigo-mãe. Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo-irmão, com quem dividimos nosso espaço para que ele floresça como nós. Passamos a conhecer toda a família, a qual respeitamos e desejamos o bem.
Mas o destino nos apresenta outros amigos, os quais não sabíamos que iam cruzar nosso caminho.
Muitos desses são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz. Às vezes, um desses estala o nosso coração e, então, é chamado de amigo-namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, musica aos nossos lábios, pulos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora. Esses costumam colocar muitos sorrisos na nossa face durante o tempo que estamos por perto.
Não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficam nas pontas dos galhos, mas que, quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. Mas o que nos deixa mais feliz é perceber que as que caíram continuam por perto, continuam aumentando a nossa raiz com alegria. Trazem-nos lembranças de momentos maravilhosos passados juntos.
A cada folha da árvore deve-se desejar Paz, Amor, Saúde, Sucesso e Prosperidade. Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada.
Essa é a maior responsabilidade de nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida dos seres humanos. A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora. Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem. Deixaria a capacidade de escolher novos rumos. Também deixaria para você, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável. Além do pão, o trabalho. Além do trabalho a ação.
E, quando tudo mais faltasse, um segredo: o de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída. “

Mahatma Gandhi